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sábado, 2 de janeiro de 2010

TOP 10 ESPECIAL
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Hoje: "Os 15 maiores salários da TV Brasileira"
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É ERRANDO QUE SE APRENDE: "ELIANA" NUNCA MAIS COM REPRISES
Ficou provado que a Eliana não se deu bem com “os melhores momentos” no SBT, nesses últimos domingos. O Ibope ficou bem abaixo do normal. Ou do que vinha conseguindo. É uma experiência que não irá se repetir. A partir de agora, mesmo em período de férias ou em ocasiões excepcionais, só programas inéditos.Já existe uma rejeição do público quanto a isto. E quem comemora com isso é Ana Hickmann, já que é vice á dois domingos consecutivos.
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RECORD:"OS LEGENDÁRIOS" TEM ESTREIA MARCADA PARA MARÇO
Marcos Mion começa a gravar seus primeiros pilotos na Record ainda este mês. Mas a estreia do “Legendários” só acontecerá em março. Este, desde já, entre os mais importantes setores da emissora, é considerado o principal produto da linha de shows para a atual temporada.
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Rodrigo Faro ataca de Genival Lacerda no quadro "Vai dar Namoro"
Em O Melhor do Brasil deste sábado, 02/01, Rodrigo Faro recebe Mendigo (Carlinhos da Silva) e Vanessa Gerbelli enfrentando Bruno Padilha e Simony no quadro Foras e Furos. Eles assistem a vários esquetes de humor com mancadas e foras do cotidiano. A história é interrompida e as duas equipes terão que desvendar como termina a situação. No Vai dar Namoro, vários pretendentes disputarão o coração das garotas. Quem não mandar bem no xaveco vai para o “toco” e quem se der bem pode voltar para casa com uma namorada nova. E se rolar “beijão” entre os participantes, Rodrigo Faro promete arrasar numa performance de Genival Lacerda.
O Melhor do Brasil vai ao ar às 17h15 na Record.
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OPERAÇÃO TOMBO: SILVIO SANTOS NÃO ESTÁ PARA BRINCADEIRA
Alguém pode imaginar que se trata de uma brincadeira.Mas não é,para os mais sinicos de plantão podem tirar o sorriso amarelo do rosto pois o SBT não está mais de brincadeira.A nova programação do SBT, com lançamento previsto para o final de fevereiro e início de março, continua sendo chamada de "Operação Tombo".Tudo a ver com a concorrente Record,só para recordar lembrar que o Silvio Santos havia dito que tem a formula de chegar a liderança e iria usa-la em 2010,hum...Aliás será que Silvio Santos irá realmente se aposentar esse ano como anuncio em 2009? Mutos devem estar achando que o Silvio Santos está falando pelos cotuvelos e faz isso para intimidar será ?Aguardem....
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COMPARAÇÃO DE AUDIÊNCIA: GUGU NA RECORD E NO SBT
O ano de 2009 sofreu uma das maiores reviravoltas da televisão dos últimos anos: a contratação de Gugu pela Record depois de o apresentador do pintinho amarelinho ficar 25 anos no SBT. Mas será que essa contratação foi relamente boa para a Rede Record? Abaixo listamos os números do Ibope referentes a Grande São Paulo, com uma comparação de Gugu em 2008 no Sbt e em 2009 na Record:

Domingo Legal 2008
31/08 – 14 07/09 – 14 14/09 – 16 21/09 – 14 28/09 – 13 05/10 – 15 12/10 – 10 19/10 – 13 26/10 – 12 02/11 – 15 09/11 – 13 16/11 – 14 23/11 – 14 30/11 – 13 07/12 – 11 14/12 – 13 21/12 – 15 28/12 – 9
Média = 13.2
Programa do Gugu 2009
30/08 (Estréia) – 16 06/09 – 13 13/09 – 13 20/09 – 14 27/09 – 11 04/10 – 13 11/10 – 11 18/10 – 12 25/10 – 15 01/11 – 11 08/11 – 12 15/11 – 12 22/11 – 11 29/11 – 12 06/12 – 11 13/12 -13 20/12 – 11 27/12 – 9
Média = 12.2

Você achou a contratação de Gugu uma boa pra Record?
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10 MOTIVOS PARA ODIAR LUFAS-LUFAS
4° CAPÍTULO
Dedico este capítulo pra Nimue/Bel Weasley/Belzita. Porque Sirius ama nozes. XD Banho? Essa era boa. Muito boa, por sinal. Remus ia me pagar. Ah, se ia! De onde é que aquele infeliz tirou a lufa idéia de dar um banho em um pobre e indefeso cachorro? E eu tinha uma prova pra fazer! Não, não! Aquela humilhação já tinha passado de todas as minhas expectativas. Eu sou um homem ou um ursinho de pelúcia? Tentei escapar diversas vezes. Tentei correr, atacar os alunos que caminhavam pelos corredores de Hogwarts, mas nada de Gracie desistir de mim. Lufos são muito persistentes. Irritantemente persistentes! Ela estava com uma idéia fixa. E mulher com idéia fixa era quase como se fosse um suicida: nada de mudar de idéia. Aquela coleira me sufocava, me deixava mais louco do que eu já estava. Eu precisava dar um jeito de sair de lá. Deitei e cravei as minhas unhas no chão. Não ia me entregar tão fácil assim, especialmente ir para o quartel general inimigo! E muito menos ainda deixar que aqueles amarelinhos me dessem um banho. - Snufles, seu porcalhão! – ela brigou, tentando me puxar pelo corredor. Aquele barulho de unha raspando no chão de pedra estava me enlouquecendo. Meu pêlo se arrepiou todo e minha barriga começou a ficar dolorida. Foi então que senti a coleira afrouxar. Gracie havia desistido, finalmente. Olhei para os lados, aqueles corredores me lembravam o tão conhecido caminho para a cozinha. — O amor nunca falha! – escutei Gracie falar com um entusiasmo sem tamanho, em frente de um quadro com rostos sorridentes. Que coisa mais LUFA! Eu estava esperando algo como "Se você está feliz bata palmas", mas os lufos sempre se superam. Sempre! E agora era um caminho sem volta. A passagem se fechou atrás de nós dois e fiquei pensando se algum dia eu voltaria são e salvo pra Grifinória. O salão comunal era tão... lufo. Cheio de pessoas felizes correndo pra lá e pra cá. Todo enfeitado. Será que ele o salão brilhava de noite? Bem possível, eu não duvidava de mais de nada. Ficou difícil de respirar. Abafado. Seria a falta de Remus ou era porque havia mais de quinze lufos me rodeando? Onde estaria Gracie? Eu poderia sentir mais de cinqüenta mãos me acarinhando. Ao mesmo tempo. — Pelo amor de Helga! Que coisa mais fofa! — OWN! Sempre quis ter um cachorrinho! — O novo mascote da Lufa Lufa! Temos que dar um nome pra ele, né? — Que coisa mais amor de Helga! — Ele não é lindo? — É ela, tem cara de mulher! Não dava pra distinguir de quem era a voz, só a multidão ao meu redor. Eu estava no olho do furacão de amor dos lufos. Senti a coleira sendo puxada e reconheci o rosto redondo de Gracie. — Vamos lá, pessoal. Deixem o Snufles passar – ela disse. — Snufles! Que nome mais lufo. – uma menininha pequena comentou. Rosnei na hora. Tá pensando o quê? A menina se assustou e deu meia volta. — Snufles! – Gracie bronqueou – Chega, né? — Gracie, vamos logo com isso, temos prova no próximo tempo – uma lufa alta e sardenta disse – E depois temos que falar com a prof. Sprout sobre o cachorro. Você sabe, é contra o regulamento... — Eu conheço bem o regulamento, Amanda – ela falou, apontando para o próprio broche de monitora. — E aí, como foi com o Remus? – Amanda perguntou ansiosa, enquanto descíamos umas escadas. — Foi quase, amiga! – Gracie disse feliz – Mas eu não sei, sabe? – e a felicidade instantânea sumiu assim como veio - Ele não... Ele estava diferente. — Este grifo é muito lerdo, Gracie. Demais! Se ele quisesse alguma coisa, já teria feito... Por que será que ele não quer nada com ela? Hein? — Ele não é lerdo, ele é tímido. – Gracie retrucou – Mas hoje... Parecia que ele estava em outro mundo, não sei, todo distraído e... Escorregadio. — Hm... Me conta exatamente como aconteceu... Gracie e Amanda estavam ocupadas conversando, conjurando bacias, procurando poções para banho, perfumes e vi que aquela era a hora de escapar de tudo aquilo. Com sorte, chegaria uns quinze minutos atrasado na sala do prof. Binns e pronto. Subi as escadas que davam para o salão comunal dos lufos, aquilo estava cheiro. Um emaranhando de pessoas altamente hiper ativas. E esta foi a pior idéia que eu tive desde que me chamo Sirius Black. O que acontece quando você joga amendoins para um bando de pombos em uma praça? Agora imagine que o amendoim seja eu e os pombos, as criaturas maravilhosas que habitam o salão comunal da Lufa-Lufa! Fui ferozmente atacado por pessoas hiper ativas, cheia de amor pra dar. Isso não é legal, acredite. Puxaram minhas orelhas, apertaram minhas patas, colocaram listras amarelas no meu rabo (porque agora eu faço parte da decoração do salão!). E depois, alguém resolveu me alimentar, e outros lufos que não tinham mais nada o que fazer resolveram me alimentar também. Não que eu ache a parte da alimentação ruim, eu até estava com um pouco de fome, mas como você se sentiria quando alguém tenta lhe enfiar sete muffins de côco goela abaixo? Sem suco de abóbora! Depois dos muffins, vieram pães doces, bolachinhas de manteiga e quando estava quase vomitando, Gracie apareceu. Já estava sem forças para resistir. Que venha o banho, nada pode ser tão ruim do que comer coisas com côco sem tem algo para beber que mate a sede e a secura na garganta. — Este cachorro é estranho... – disse Amanda, me olhando de uma maneira suspeita. – Ele apareceu assim, do nada? — Remus disse que já conhecia ele... — Não gostei desta idéia. Remus anda com aqueles arruaceiros, Potter e Black. E nada que venha daqueles dois, mas nada mesmo, é coisa boa. — Você está achando o que, Amanda? – Gracie disse me colocando em uma gigantesca bacia com água morna. As duas se ajoelharam e Amanda ainda me olhava de um jeito estranho, esperando que eu fizesse alguma coisa suspeita. — Eu estou achando que é fria, Gracie. Vocês estão lá, daí este cachorro aparece e atrapalha tudo. Vai que ele é um espião! Quem em sã consciência gostaria de espionar lufos? Pra saber qual é a forma mágica do amor? Ou as mil e uma maneiras de ajudar o próximo? — Não, ele não é... – ela disse imitando voizinha de bebê e apertou minhas bochechas – Ele é um cachorro que perambula por aí, olha só, que fofo! Puppy eyes ativar. Amanda estampou um sorriso enorme do rosto. Isso sempre funciona. O pior foi o pós-banho. Amanda me encheu de lacinhos, por todos os lados. Dois nas orelhas, me colocaram uma roupinha amarela com um emblema da Lufa-Lufa. Desde quando cachorros precisam andar de roupinhas e com laços amarelos nas orelhas? Elas pareciam bem satisfeitas com o trabalho feito, no salão comunal já tinham até arranjado uma almofada para eu dormir. Mas eu realmente não iria ficar ali mais nem um minuto. O salão comunal se esvaziou bastante, eu, somente eu, meus laços amarelos e aquela decoração infame de animais silvestres e felizes. Estava irritado. Não conseguia tirar aquelas malditas tralhas do meu corpo. Me esfreguei em todos os tapetes, em todas as almofadas fofas, nos sofás, tentando arrancar aquilo de mim. E também fiz um pouco de bagunça. Eu ainda não consigo controlar bem o meu instinto animalesco de destruir as coisas e pra quem eu devo ou não abanar o maldito rabo. Foi então que me ocorreu: por que simplesmente voltava a minha forma humana? Havia alguma coisa naqueles muffins, pode acreditar! Agora entendo porque Pedro age como se tivesse dois anos de idade, porque ele simplesmente adora muffins de côco. Eles arruinaram o cérebro de Pedro durante seis anos e começaram a corroer o meu. Não dava mais tempo para fazer a prova, eu nem estava com os meus cadernos. Havia abandonado em algum lugar de Hogwarts. Ótimo, perco a dignidade, a prova, meu material escolar e ainda ganho alguns meses de retardo metal. E agora me aguardavam uma Evans furiosa pelo incidente na biblioteca, James mais nervoso ainda, sem contar no Remus. Enrolei ao máximo até me dirigir a Torre da Grifinória. E outro acontecimento bizarro do dia, assim que James me viu, me abraçou apertado. Estava absurdamente animado. — Explodir tinteiros! Isso foi a coisa mais genial que você já fez por mim! – ele disse, com os olhos castanhos brilhando por de trás dos óculos. — Tá bom, James – falei desanimado – Você conseguiu me enganar, eu quase cai... — Depois que você saiu, Lílian e Elle tiveram um ataque de nervos, e... — Foi sem querer, Pontas. Eu juro! Eu estava canalizado a minha raiva e daí... — Então eu jurei você de morte, jurei mesmo! – ele disse, me chacoalhando. — Pare de me chacoalhar, me deixe terminar de explicar, depois você me bate! – mas ele não estava muito interessando a escutar as minhas desculpas - Eu só percebi quando tudo explodiu, e a sua cara me deixou assustado, daí... — Então, eu puxei a manga da minha camisa para limpar o rosto preto da Lily, sabe? E ela me puxou e me beijou! — Ela O QUÊ? – eu berrei, atraindo olhares curiosos. — Shhhh... – ele disse, tapando minha boca – Senta aí no canto! Ele me empurrou para uma poltrona afastada dos ouvidos curiosos e contou uma história absurda. E só acreditei quando olhei para Evans, que sorriu contente para mim. Aliás, para James. — O mundo está todo errado mesmo, está completamente errado! – eu disse, ainda pasmo. – Da próxima vez eu vou jogar uma bomba de bosta pra ver se surte o mesmo efeito. Evans vai aparecer grávida no dia seguinte! — Não ouse jogar bombas de bosta em nós dois! – ele disse ainda animado – Vamos celebrar. Mandei Rabicho e Remus surrupiar umas garrafas de firewhisky do professor Slughorn. Aquele ali não bebe mais porque não consegue... Remus e eu namorando e, quem diria, Sirius Black solteiro! — Remus concordou com isso? — Remus está concordando com tudo hoje! Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Afundei na cadeira. Era uma pena eu não dizer o mesmo. — Mas então, Remus... Está namorando mesmo? — Eu perguntei e ele me respondeu mal humorado, isso quer dizer que está. — Ele não está, Pontas. Acredite no que eu estou dizendo... Juro por Godric Gryffindor! – e coloquei a mão no peito. — Ah, por falar nisso, onde você se meteu durante o dia todo? Esqueceu que tinha prova do Binns? Senti meu braço esquerdo ser apertado e encarei Remus carrancudo. — Eu sei onde ele se meteu durante o dia todo, Pontas – Remus disse com um tom de voz amargurado. — Eu acho que Almofadinhas andou fazendo outras coisas durante a tarde – e Pontas deu uma risadinha safada – Você está cheirando loção de bebê, Almofadinhas. — É uma longa história... – eu desconversei, procurando não encarar os olhares amargurados de Remus. — Então, vamos... Longas histórias e firewhisky muito me agradam! – Pontas disse animado. — Nada de firewhisky ainda, Pontas. Amanhã tenho um exame de Artimancia, e a dor de cabeça iria me atrapalhar. Rabicho está te esperando lá no salão comunal, pra pegar o firewhisky. — Sabia que estava bom demais pra ser verdade... – Pontas disse bufando, indo se encontrar com Rabicho. Aluado sentou-se no lugar em que Pontas estava e senti meu estômago gelar. Ele suspirou fundo, desanimado. — Me desculpe, Remus... — Desculpas não resolvem nada, Sirius – ele respondeu seco. – No seu caso não resolvem nada mesmo. — A situação ficou fora do meu controle, eu não tinha a intenção de... — E quando é que você teve controle da situação, Sirius? – ele perguntou ameaçador. Os olhos crispando de raiva. E só vi aqueles olhos ficarem daquele jeito quando preguei uma peça no Seboso. Ele mereceu. – Você nunca tem controle de nada, você sempre faz o que quer, na hora que bem entende. Pouco te importa se isso vai causar danos! — Remus, não é bem assim! — E eu estou pagando caro por isso, sabia? – ele continuou a falar – Porque quando via os seus abusos, eu ficava quieto. Repreender os amigos? Onde já se viu? E agora estou pagando. Bem feito pra mim, né? Mas chega, chega mesmo. Eu gostaria de resolver as nossas pendências de maneira grifinória! De sair rolando com você escadas abaixo, encher seu rosto de socos! Melhor não, porque estou abrindo mão de você neste exato momento... — Como? — Eu cansei, Sirius... Eu cansei. Quando eu estou começando a depositar alguma fé em você, que você mudou e que está honrando os seus dezesseis anos de idade, eu sempre me engano. E tem uma hora que... Tem uma hora que a gente cansa de se enganar, especialmente quando a gente se engana sobre uma pessoa que gostamos muito. Remus está pegando pesado demais comigo. Pesado demais. — Por que você fez aquilo? — Porque eu odeio lufos – eu disse entre os dentes, mirando as estrelas lá fora. — E por que você odeia os lufos, Sirius? Tentei formular alguma resposta, mas meu nervosismo e o muffin de côco estavam me atrapalhando bastante. — Você não tem motivos – Remus afirmou secamente. — Claro que eu tenho! Tenho todos os motivos do mundo, ou você acha que eu grudei na tua perna só pra sair da rotina? — Por favor... Não me faça lembrar disso, eu estou tentando esquecer o dia de hoje, especialmente esta cena – ele disse, um pouco ruborizado. – E estou esperando ansiosamente os seus motivos. Vamos lá. — Eu... — Foi o que eu pensei – ele disse se levantando, mas eu segurei pelo braço. — Você não está me dando chance alguma de me explicar! Como você acha que eu me sinto em relação a isso tudo? — Não se faça de rogado, você não é a vítima aqui, Sirius! — Eu nunca sou a vítima de nada mesmo, você sempre é! Eu fui atacado por um bando de lufos atômicos hoje, eu tomei um banho de perfume para bebês, tive a minha calda pintada de amarelo, sem contar os laços e roupinhas pra cachorro e ainda fui obrigado a ficar quieto quando duas garotas entusiasmadas lavavam as minhas partes íntimas! Sem contar que perdi uma maldita prova e vou levar uma detenção por isso – eu comecei a falar, me alterando bastante. Remus sempre faz papel de vítima de todas as situações. Talvez ele seja vítima de boa parte das coisas, mas isso cansa! – Ah, e é claro! Eu gosto de uma pessoa, eu, aliás, estou perdidamente apaixonado por esta pessoa, que fica duvidando dos meus sentimentos, achando que é palhaçada da minha parte. Mas eu não acho nada engraçado se apaixonar assim, sem mais nem menos, ainda mais quando você começa a gostar de um homem! E ainda mais você sendo um homem. E eu fico pensando que sou a maior aberração do mundo, na maior parte do tempo, quando eu não estou pensando nele, sabe? E ainda mais quando eu o beijo, e ele retribuiu, pra depois fingir que nada aconteceu! Ou pior ainda, quando eu penso que tudo pode dar certo, que duas aberrações dão certo, eu fazendo o papel de tarado canino e ele de lobinho devorador. Daí, eu encontro este cara, quase aos beijos com uma ZINHA LUFINHA QUALQUER! – e bati a mão na mesa de raiva - Mas é claro, o Senhor Remus John Lupin é sempre vítima de tudo. Vítima do Sirius Tarado Black. Lógico, isso faz parte do meu show! Eu respirei fundo e pela primeira vez encarei os olhos claros de Remus. Ele parecia processar tudo o que eu lhe dissera, suspirou fundo e levantou-se da cadeira. — Sirius, isso não justifica suas atitudes – Remus insistiu, desta vez menos amargurado. – Eu não vi James se transformando em cachorro pra tentar impedir a Evans de conversar qualquer coisa por puro capricho. — Eu sei, eu sei. O problema é comigo, você já fez uma questão enorme de frisar isso. Obrigada, passar bem. Você já tentou salvar uma alma hoje, tente amanhã outra vez – respondi ironicamente, desejando que Remus desaparecesse da minha vista, antes que eu resolvesse as coisas da maneira selvagem grifinória. — Olá, meus amores – disse James todo animado, com um pacote embaixo do braço. Mas ele foi ignorando completamente. — E você acha que é fácil pra mim também? – Remus replicou. — Remus, você só tem dificultado as coisas ultimamente... – eu respondi bufando. — Er... O que está acontecendo aqui? – James perguntou novamente. — Você que gruda na minha perna e EU que estou DIFICULTANDO as coisas? – Remus alterado. As bochechas e parte do pescoço estavam extremamente vermelhos. — Como? – James disse sem entender nada. — Conte a ele a sua nova peça, Sirius. Conte a ele. Pra mim chega de Sirius Black, chega... – e ele saiu com rapidez, tropeçando nos próprios passos. — Ai, ai... – e James sentou-se na poltrona – Vamos lá, Sirius. Me diga sobre sua nova peça. – ele conjurou dois copos e nos serviu. O rótulo da garrafa adulterado como se fossem delícias gasosas. — A gente não pode falar sobre outra coisa? — Sirius, Sirius... Você pensa que me engana – e James virou o copinnho de uma só vez – O Siri pensa que engana o Jamie. — Aluado já te contou então? — Não, ele não me cantou... Mas o Jamie aqui – e virou de novo o whisky – O Jamie aqui é teu amigo. E eu estava me divertindo bastante, estava quase apostando com Rabicho quanto tempo você demoraria pra nos contar. — James, fala logo do que você tá falando. — Siri está arrastando uma asa para o nosso Remy. E isso tem me distraído bastante. Bando de amigos boiolas estes meus, viu. E olha que eu sou o viado da turma, literalmente. Dessa vez fui eu que virei o líquido de uma vez só. — James, eu... — Se eu soubesse que você ficaria vermelho deste jeito – e apontou para meu nariz – Eu teria te falado antes! Você estava ofendendo a minha inteligência, sabia? Você e o Remus. Mas daí eu notei que vocês também não sabiam que a tensão entre vocês era oooooooooutra coisa – e riu meio descontrolado – Então, eu fiquei assistindo pra ver no que ia dar. — Há quanto tempo você sabe? — Desde sempre! – e ele serviu mais firewhisky e levantou um copo, rindo – Um brinde ao amor canino! – ele bebericou e levantou a sobrancelha – Por favor, me acompanhe. Eu acompanhei e o ambiente começou a ficar quente. James afrouxou a gravata, ajeitou os óculos no nariz e disse: — Há quase um ano atrás, vocês dois tem se comportado de uma forma estranha. — Como assim, há um ano atrás? Isso é coisa de semanas, e... — Cala boca, Sirius... Você não entende destas coisas. — E você entende? – desdenhei. — É lógico que eu entendo, eu sou o mestre da observação. Você sempre está inquieto demais pra observar as coisas. Deixa eu te contar a história, por favor? — Melhor, escreva um livro. — Pode deixar, vou contar aos meus filhos como meus amigos são tapados e como o pai dele é inteligente e sagaz. — Eu espero que seus filhos não sejam modestos como o pai. — Era uma vez, no lar doce e vermelho da Grifinória, um Cachorro e um Lobo. Eles eram amigos, aliás, são... Bom, pelo menos até hoje eles eram. — Pontas, eu já disse que você fala demais? — Sirius, quer calar a boca? – eu rolei os olhos, ele se deu por satisfeito e se endireitou na cadeira – Havia este Cachorro e este Lobo. O Cachorro sempre foi meio mulherengo, sabe? Como um bom Cachorro tem que ser. Mas, de repente, ele pareceu a se desprender um pouco disso... Eu achei que era uma fase, coisa de gente quando amadurece. Outras tantas coisas aconteceram, e o Cachorro se mantendo firme e forte. E ligando demais para a opinião do Lobo. Mesmo que o Cachorro não aprovasse muito as coisas que Lobo opinava, ele sempre pedia a opinião. E nas noites de lua cheia, o Lobo sempre ficava perto do Cachorro. E quando o Lobo tomava sua consciência, era pelo Cachorro que chamava primeiro. Aos poucos, o Lobo foi colocando um pouco de juízo na cabeça do Cachorro e o nosso Cachorro colocando um pouco mais de emoção na vida pacata do Lobo. Desde a convencê-lo que passar as noites em claro jogando conversa era bem mais divertido do que passar a mesma noite estudando para alguma prova inútil, desde voar com a moto pelo castelo de Hogwarts e alterar os trabalhos de Poções do Seboso. Eles estavam se divertindo bem mais, e quando não faziam isso, brigavam feito um casal de velhos. – James deu um gole em sua bebida e prosseguiu – Foi então que o Viado-Que-Realmente-Não-É-O-Viado-Da-História... — Engraçadinho você – observei querendo rir. — Percebeu que alguma coisa ali estava diferente. Quando eu achei que estava tudo perdido, porque uma certa Loira estava dando em cima do Cachorro, e o Cachorro estava retribuindo, mesmo que não soubesse muito o que estava fazendo, o Lobo começou a evitar o convívio com o Cachorro. Lobo não estava gostando nada disso, estava irritado. E esta irritação ficava bem clara nos períodos de lua cheia, então ele foi deixando o convívio, se isolando. O Cachorro, meio lerdo, percebeu isso há uma semana atrás. Quando o Lobo estava bem decidido a tirar o Cachorro de seus pensamentos, se socializando mais do que o normal. Cachorro ficou puto e andou tendo umas atitudes muito estranhas, de saltar aos olhos, tanto que até o Rato percebeu que alguma coisa não estava certa. E agora, o Cachorro andou fazendo alguma cagada por aí, típico. O Lobo ficou enfurecido e eles discutiram pela vigésima vez no dia uma relação que ainda nem começou. Agora, o Cachorro vai contar o que ele andou fazendo por aí... Mas sabe, o Viado não está interessado em escutar, porque é o de sempre. Cachorro faz cagada. Lobo fica bravo, mas no final, sempre dá certo. É assim durante anos, porque agora vai ser diferente? O Viado só acha que o Cachorro deve dar um tempo pro Lobo, sabe? — Você acha? — É, eu acho... O Lobo gosta do Cachorro, igualzinho, sem tirar nem por... Mas você conhece a raça, né? Lobo gosta de se martirizar um pouco, faz parte da pessoa dele. É um retardado mesmo, não tanto quanto ao nosso Cachorro, mas isso é outra história. — Pontas, eu acho que desta vez não tem volta. Eu perdi o controle, e... — Por favor, me poupe dos detalhes. Eu escutei a palavra trepar e, seja lá que sentença ela vai ser aplicada, é muito constrangedor. E eu reeeeeeealmente não quero ficar constrangido! Não pode ser tão ruim assim... – ele me olhou e deu uma longa risada. — É, pode! Você é um maroto. Não se preocupe, Sirius... — Eu não vou... Esteja certo disso! — É para o Cachorro que o Lobo chama primeiro. Sempre. E por favor, me mantenha informado das coisas. Bom, não informado do jeito que você me informava antes – e ele corou um pouco. James corando! Talvez não fosse um dia tão perdido assim. — Você entendeu, né? — Juro que não subestimo mais a sua inteligência! — Ok, chega. Chega de bancar o santo! – James sorriu largamente. Meio bêbado, meio maroto, meio sorriso do James quando vê a Evans jogar os cabelos para o lado. E isso dá medo; quando ele sorri maniacamente pra você – Me fale dos detalhes sórdidos, você trepou em quem hoje? NA: Repetindo que eu, a autora da fic, não tem NADA CONTRA LUFOS. Esta fic não é pra difamar ninguém da Lufa-Lufa, é uma comédia. Eu espero que vocês tenham entendido.
E não percam no próximo sábado às 12h45 o último capítulo da série...
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